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Crónicas de uma menina da mamã

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" Antoine de Saint-Exupéry

Existir ou não existir? Eis a questão

Já há algum tempo, mais precisamente 16 meses e 21 dias (mas quem é que está a contar?), que escrevi o seguinte post e para grande surpresa minha #sqn verifiquei que mudam-se os tempos mas não se mudam as vontades, ou neste caso, as mentalidades.

É certo que de quando em vez publico nas minhas redes sociais alguns momentos meus e dos meus, contudo porém continuo a não publicar tudo o que faço, com quem faço, a que horas o faço, como o fiz, onde vou, onde fui, onde gostaria de ir e por aí adiante. "Vira o disco e toca o mesmo", passados estes 16 meses e 21 dias ainda há quem pense que eu não saio de casa.... Assustador certo? Certo!!! Para certas pessoas, para outras nem tanto. O meu círculo de amizades é relativamente pequeno e estamos juntos praticamente todos os fins de semana, mal seria se eu publicasse uma foto de um café com o X, de um jantar com a Y ou de um passeio com o M, o N e o O, já tinha um álbum virtual do catano.

Sim eu sei o que estão a pensar, se me queixo tanto porque é que não apago o Facebook? Porque esta "ferramenta" virtual permite-me estar em contato com amigos e familiares que não se encontram no país e até para reencontrar pessoas que já não via há mais de 15 anos, como sucedeu este ano num jantar de reunião da minha antiga turma da escola secundária.

Eu já me apercebi, mal seria, que não vale a pena dizer que fiz isto, aquilo ou outro porque se não está numa rede social é porque não o fiz, ponto final parágrafo. E eu lá vou deixando que pensem o que querem: "Você não pode mudar o tempo mas pode ajustar as velas" já dizia e escrevia Confúcio.

Nem tudo é mau mas também nem tudo é ótimo, vai-se papando vá!

Este assunto sobre o Facebook veio novamente à baila, sendo que já tinha falado do mesmo aqui no blog por diversas vezes, pelos motivos que supra indiquei e também porque vi um vídeo que reflete o modo como a maioria de nós encara a vida neste momento, vivemos para o virtual quer queiramos quer não.

Ora então observem lá esta pérola:

(Vídeo retirado daqui)

Moral da história e do post: continuem a publicar cenas no Facebook em particular e nas redes sociais em geral não vá o Diabo tecê-las e a malta pensar que vocês não existem... Ou não têm vida.... Como eu....

P.S. Eu não publiquei fotos da Consoada mas juroooo que celebrei esta festividade, bem como o dia de Natal em si, verdade verdadinha.

 

Último post? Só sei que nada sei...

Já ando neste cantinho virtual há um ano e quase dois meses e gostei desde o primeiro dia, gostei de escrever, de "conhecer" pessoas novas, de conviver com todos os que convivi e de aos poucos fazer deste espaço o meu cantinho e o vosso cantinho.

Confesso que ultimamente a minha motivação para o meu cantinho está a esmorecer, provavelmente por motivos alheios ao mesmo, mas já não sinto a mesma vontade de me expressar e muitas das vezes falta-me a imaginação ou a vontade de escrever que tinha nos primórdios do blog. Pode ser uma fase, pode ser que passe ou até pode ser que não, não sei... Não me sinto motivada, sinto-me esmorecida, se calhar mais com a própria vida do que com o blog em si, mas a realidade é que a minha desmotivação exterior está a afectar a minha anterior entusiástica motivação para cá vir todos os dias.

Não me vim lamentar até porque é algo que não faz parte da minha maneira de ser, vim apenas desabafar, desabafar o que me vai na alma em relação ao blog, em relação à minha vida prefiro guardá-lo para mim.

Neste momento em que estou a escrever só penso "Será este o meu último post?", honestamente não sei dizer se será ou não, talvez os próximos dias ou semanas o dirão.

Termino dizendo apenas: Muito obrigado por estarem sempre desse lado, nunca serão esquecidos!

Deixem-me viver na minha bolha

Sempre fui uma pessoa bastante reservada sobre a minha vida, os meus problemas, angústias, tristezas e até alegrias guardava-as sempre para mim, cheguei à conclusão que os anos passaram e nada mudou, continuo igual sem tirar nem por, continua tudo cá dentro bem guardadinho.

Eu tenho plena consciência que não é bom para mim, não consigo desabafar, não consigo confiar o suficiente nas pessoas para abrir o "meu mundo", tentei uma vez e fui mal sucedida logo não volta a acontecer.

Para além de não apreciar muito o facto de outras pessoas saberem tanto da minha vida quanto eu existe também o factor que eu chamo o "Factor Maria da Fé", sempre tive quem tecesse críticas, considerações e opiniões sobre como devo levar e reger a minha vida, como fazer para que esta seja melhor, pior ou igual sem as pedir. Sem saberem da minha vida, do que passei, do que fiz, do que penso, do que acho e não acho, algumas pessoas sentem-se no direito, quase na obrigação, de me encaminharem para um lugar que acham mais adequado para mim e acredito que o façam com a melhor das intenções, mas se não sabem de nada como é que podem aconselhar e/ou emitir juízos de opinião?

Não sei, só sei que continuo igual ao que era, uma pessoa fechada e reservada e não me está a querer parecer que vá mudar, já não tenho idade para mudanças radicais, apenas peço que me deixem viver na minha bolha, acho que não estou a pedir muito.

 

Sarcasmo a quanto obrigas!

Na semana passada estava eu a passear no shopping com a minha mãe quando reparo que alguém se tinha colocado à minha frente a fixar-me, tive que parar, era isso ou albarroá-la (não que lhe fizesse grandes danos corporais), e a senhora em causa pergunta-me:

Sra. - R.?

Eu - Não...

Sra. - Mas tu não te chamas R,?

Eu - Acho que ainda sei como me chamo (risinho parvinho).

Sra. - Ah já sei és aquela que andava no colégio "na na na na" com a R.?

Eu - Ahhh sim sou eu, mas eu chamo-me K. (risinho parvinho).

Sra. - Já estás a ver quem eu sou?

Eu - Claro que sim! Claro que não Está tudo bem?

Sra. - Sim tudo, então já trabalhas?

Eu - Sim já, mal seria, certo? (risinho parvinho).

Sra. - Sim claro já passaram uns anos. E andaste na faculdade? Que curso tiraste? Já casaste? Tens filhos?

Eu - (Risinho parvinho) Isto parece um interrogatório, ou me lê os meus direitos agora ou então acho que estou livre para ir (Risinho irónico).

Sra. - Ah claro que sim desculpa, mas gostei muito de te ver estás muito gira R.

Eu - K. eu chamo-me K.! Até à próxima, vou começar a andar com o Código Civil na mala não vá encontrá-la novamente (Risinho de quem ganhou o diálogo mais parvo do ano até ao momento).

Viro-me para a minha mãe que me lança um olhar com um ar reprovador:

Mãe - Não podes ser só um bocadinho menos sarcástica com as pessoas?

Eu - Posso sim mãe, e achas que as pessoas podem ser um bocadinho menos parvas comigo?

Olhámos uma para a outra e tivemos que nos rir desalmadamente. Eu até diria que contra pessoas parvinhas e metediças não há argumentos mas eu arranjo sempre meia dúzia de sarcarmos para cada situação.

giphy.gif

 (Gif retirado daqui)

Se não publicas nada no Facebook não tens vida!

Não sou pessoa de "espetar" no Facebook a minha vida pessoal, o que faço, onde vou, com quem vou, o que comi, o que não comi, o que podia ter comido, o que fiz nas férias, para onde fui nas férias, se fui para a praia, campo ou montanha e afins. Respeito, e não critico ou julgo quem o faça, mas eu não o faço, a minha vida é a minha vida e nem toda a gente tem que saber o que faço com ela.

Esta minha falta de interacção social dos dias que correm já me valeram vários comentários e deixo aqui alguns deles:

- Então amiga, não saístes este fim de semana? Não vi nada no Facebook.

(Mentalmente: Desculpa se não meto uma foto no Facebook assim que meto um pé fora de casa!)

- Então amiga não tens saído muito pois não? Não tens publicado nada...

(Mentalmente: Ao contrário de ti que publicas até as tuas idas ao Mcdonald's!)

- Foste atropelada?? Mas não publicaste nada no Facebook!!

(Mentalmente: De facto é estranho, após ter tido um esmagamento muscular não me ter lembrado de ir ao Facebook..)

- Já há algum tempo que não vais de férias, não é? Não tenho visto publicações tuas.

(Mentalmente: Desculpa se não quero que os meus amigos, os teus amigos e os amigos dos teus amigos saibam que não estou em casa para que possam ir lá assaltá-la!).

- Está tudo bem contigo? Não te tenho visto no Facebook.

(Mentalmente: Pega no telemóvel, liga-me que eu digo-te se está tudo bem comigo ou não!)

O que me questiono neste caso é o seguinte, uma pessoa só tem vida ou vida social se publicar tudo, ou alguma parte, no Facebook?

Aquela coisa que antigamente se chamava de "vou-te ligar para darmos dois dedos de conversa e saber como é que está a tua vida" foi substuída pelo Facebook, se não publicas nada deixas de existir para o mundo.

Ou é isso ou a curiosidade pela vida alheia fala mais alto do que qualquer outra coisa, toda a gente sabe que hoje em dia tudo se sabe pelo Facebook, comigo não vão ter essa sorte porque as minhas publicações já pararam há muitoooo tempo, e não vão voltar tão cedo. Neste caso peço imensos perdões aos interessados na minha vida! #sqn

O sonho comanda a vida!

 

Todos nós sem excpeção temos um sonho, cada um tem o seu em particular, que se resume na vontade em realizar algo.

 

Os sonhos são importantes, sem sonhos não há motivos para viver plenamente, não me refiro a sonhos materialistas, mas a qualquer tipo de sonho como por ex. realizarmo-nos profissionalmente, viver um grande amor ou ter saúde para continuar a realizar os nossos sonhos, pois é um dos motivos que nos mantém vivos, é o combustível que mantém acesa a chama de viver cada vez mais, mais intensamente, e para sonhar.

 

Alguém sem sonhos é alguém sem esperança, sem objectivos e por consequência uma pessoa infeliz, porque o que nos faz vivos e felizes não é o sonho propriamente dito, mas sim o percurso que temos que percorrer para o realizar.

 

A vida é feita de sonhos, as tristezas são sonhos destruídos, as alegrias são sonhos realizados, as lutas são sonhos em construção, as derrotas são sonhos que devem ser recomeçados, e a esperança, ah a esperança... São sonhos que vamos construir!

 

Já dizia sabiamente António Gedeão: O sonho comanda a vida!

 

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 Kikas

 

 

Alegria

Todos sonhamos com algo ou um motivo que nos dê razão para sermos alegres. Sabemos perfeitamente que a alegria é um sentimento abstrato e que faz parte de nossas emoções.
Somos seres viventes compostos por três partes: corpo, alma e espírito. Quando nossas emoções, vontades e desejos são tendenciosos e nos dominam, dizemos que a nossa alma passa a controlar o nosso corpo, o que pode afectar ou não o nosso estado de espírito, positiva ou negativamente.


A alegria pura é um sentimento que poucos possuem, e sobre a qual não se aplica somente a gargalhadas ou sorrisos, e em alguns casos vazios e insignificantes, a alegria é sim paz e fortalecimento interior. Sabemos que nem nem todos conseguem alcançar a alegria, pois só a detêm quem realmente sabe fazer da vida um rol de felicidades, como tal, só sabe tirar proveito da mesma quem retem em cada momento ou acontecimento uma lição de vida e sucesso, e não de tristeza e fracasso.

Sabemos que de tudo o aprendemos devemos apenas manter o que é bom para nós, para a nossa vida, para a vida de quem nos rodeia essa alegria! Essas palavras precisam nos direcionar para o sucesso e para fazermos alcançar essa essência da alegria em nós.


Precisamos de conhecer nossa essência e só assim descobriremos o nível das nossas emoções, das nossas vontades e desejos. Quando nos conhecemos, podemos ver como realmente somos e como venceremos os nossos obstáculos por meio de uma vida abundante e cheia da alegria e gozo pelo que fazemos e somos.
O segredo para alcançar esta vida de alegria verdadeira, encontra-se dentro de nós! Naquilo que somos, naquilo em que acreditamos e em que temos a certeza que possuímos, nas pessoas que verdadeiramente amamos e nos sentimos amados e sobretudo na esperança de que dias melhores estão para vir.


Viver a vida sem receios, deixando para trás cada página escrita ou mesmo rasurada, faz-nos ter a certeza de que estamos no caminho certo, sendo guiados pelo nosso coração, sem medo de escrever novas histórias, estórias, contos, de verdadeiras alegrias, gaúdios, júbilos e contentamentos, onde o protagonista e ao mesmo tempo autor, somos nós próprios.

Não nos podemos esquecer que a nossa alegria genuína é sinónimo daquilo que somos e transmitimos e daquilo que escolhemos viver! Portanto temos sempre que optar por sermos nós mesmos.... 

 

Devemos contangiar quem nos rodeia de ALEGRIA risos e sorrisos, para que a vida se torne, nem que seja só um pouco, mais leve, mais genuína, mais aprazível!

 

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Kikas

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