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Crónicas de uma menina da mamã

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" Antoine de Saint-Exupéry

Músicas da minha infância (M.E.D.O.)

Ontem descobri que na minha infância andei a cantar umas músicas um tanto ou quanto macabras, estranhas para serem cantadas por crianças de tão tenra idade, eu e mais uma porrada de miudagem! Se por uma lado fiquei algo aterrorizada por me ter recordado das mesmas, por outro fiquei ligeiramente feliz por ainda não me ter tornado uma socio/psicopata.

Quem não se lembra desta tão afamada cantoria:

Atirei o pau ao gato
Mas o gato não morreu
Dona Chica assustou-se
Com o Berro
Com o Berro
Que o gato deu, 
Miau!

Sentadinha à chaminé
Veio uma pulga
Mordeu-lhe o pé
Ou ela chora
Ou ela grita
Ou vai-te embora
Pulga maldita

Como se não fosse pouco ainda me recordei desta (versão da minha rua):

Se tu visses o que eu vi

Oh dominó

À porta do tribunal

Oh dominó

As cuecas do juíz

Oh dominó

Embrulhadas num jornal

Do-mi-nó

Esta rua cheira a sangue

Oh dominó

Foi alguém que se matou

Oh dominó

Foi a mãe do meu amor

Oh dominó

Da janela se atirou

Do-mi-nó

Depois do choque inicial e de ter trocado impressões com a minha afilhada de 14 anos, percebi que as músicas vão mudando de geração em geração, eu não faleci por as ter cantado na minha infância, e diga-se num tom mais baixinho e monocórdico, que e na minha adolescência cantei versões bem mais parvas ordinárias de certas músicas. Tenho que pensar que ficaram as recordações, as boas recordações, aquelas do tempo em que ainda se podia brincar na rua sem medos nem receios, sempre na galhofa, a pular, a saltar, a cantar, trá lá lá. Oh tempo volta para trás, volta para trás oh tempo!

32.jpg

(Fonte)

E vocês recordam-se de alguma música de infância um bocado para o distorcida que tenham cantado a plenos pulmões na vossa infância? Se tiverem partilhem sff para eu não me sentir tão só e tão croma.

As duas faces da moeda

Este fim de semana, num jantar com um grupo de amigos, veio à laia uma conversa sobre a nossa infância, as brincadeiras na rua e em casa, o que tínhamos feito e o que não tínhamos feito e depressa percebi que fui a única, do grupo das mulheres, que nunca tinha andado à porrada... Nem na infância, na pré-adolescência, na adolescência e nem sequer na minha vida adulta!

Quando cheguei a casa reflecti bastante sobre o assunto, cerca de 6/7 minutos para ser mais exacta, e cheguei à conclusão que se tivesse dado uns sopapos bem dados provavelmente hoje em dia seria menos stressada. Por outro lado se tivesse apanhado uns sopapos bem dados não estaria aqui para vos contar isto.

Isto é o que eu chamo das duas faces da moeda, contudo porém estas duas faces conseguiram preservar a minha face, foi um bom trocadilho não foi? Não?? Ok... Tentei....

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