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Crónicas de uma menina da mamã

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" Antoine de Saint-Exupéry

Rumo aos menos quatro quilos!

Depois de saber que tinha engordado quatro quilos decidi que tinha de fazer algo para contrariar a minha super vida sedentária: carro, escritório, oito horas sentada, carro, casa, sofá, cama e vira o disco e toca o mesmo. Já tinha delineado um plano na minha mente: quando o bom tempo desse um ar da sua graça ia começar a fazer jogging! Primeiro começava a caminhar, ou walking se preferirem, e depois passava lentamente para a corrida, ou runnig vá.

Ontem foi o dia, o primeiro dia. Levantei-me relativamente cedo, não muito porque ainda está um frio do catano de manhãzinha, coloquei o meu plano em práctica e dirigi-me ao local do treino, um local remodelado há pouco tempo para o efeito, com um amplo espaço para andar, correr e até com equipamento de ginásio, só de ver aquilo senti que tinha perdido meio quilo. Coloquei os phones e comecei a andar, a seguir os outros mais precisamente já que não sabia onde o percurso começava e acabava, tudo malta fit, com bom ar e aspecto, e pensei cá para mim "Se isto é bom para eles, também é bom para mim". Comecei por "seguir" um casalinho que depressa perdi de vista porque eles estavam no running e eu no walking, avistei um senhor de mais idade que ia num passo menos acelarado e desisti quando o vi virar para um caminho fora do caminho. Estava a sentir-me bem e comecei a acelerar o passo, o meu objectivo para este primeiro dia eram 45 minutos de walking/running, chegou a um ponto em que me começou a doer os pés, os dedos dos pés, a tíbia, o fémur, a anca, olhei para o relógio e tinham passado 25 minutos, continuei, eu, as dores, os tremores e as câimbras que se alastraram aos membros superiores, olhei para o relógio tinham passado 35 minutos, desisti, não aguentei mais....

Chequei a casa, tomei banho e esfreguei-me toda com Voltaren, não é o meu creme de corpo preferido mas era o único indicado para o momento. Da parte da tarde, depois de ter aproveitado um bocadinho do dia maravilhoso que esteve, dediquei-me a uma sessão de couching e zapping de fazer inveja a qualquer preguiçoso ou a qualquer outra pessoa a sentir que tinha apanhado com uma bigorna no lombo como eu.

Senti um mix-fellings de orgulho e frustração, não atingi o meu objectivo mas também não fiquei assim tãoooo longe. Diz que dizem que devagar se vai ao longe e é o que vou fazer, step by step, walking by walking, running by running ou andar e correr como se dizia antigamente porra!

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 (Imagem retirada Auch, daqui)

O perfeccionismo dói

Sou uma pessoa perfeccionista por vezes até demais, acho que não sofro de nenhum transtorno obsessivo-compulsivo mas se não me puser a pau para lá caminho. Não consigo ver um armário aberto, um quadro ou moldura torta, um livro fora do sitío ou algo que não esteja no devido local, é um bocadinho assustador mas é o que é!

Todas as noites antes de ir dormir gosto de assistir a uma boa série (totalmente) recostada na minha cama e para tal recorro a várias almofadas para ficar mais confortávelzinha, no total são seis almofadas, o travesseiro incluído.

Há umas semanas na hora de ir dormir toca de tirar todas as almofadas da cama, travesseiro não incluído, e o que faço é mandar as almofadas decorativas para o chão e os travesseiros que ninguém utiliza coloco-os em cima do puff, nesse dia o procedimento foi o mesmo mas com uma variante: os filhos da mãe dos travesseiros caíram! Não querendo eu sair da cama porque estava um frio do carvalho empoleirei-me na cama, numa posição um bocadinho para o estranha diga-se de passagem, de repente sinto-me a perder o equilíbrio, sinto-me a ir com as mãos ao chão, os braços ao chão, a cara ao chão.... E pronto esbardalhei-me toda!

Ele foi nós dos dedos doridos, vermelhos e com sangue pisado, ele foi a cara vermelha (inicialmente), joelhos esfolados, ombro dorido, enfim parecia que tinha apanhado com uma carroça de bois em cima e não que tinha caído da cama. Toda a vermelhidão dessa noite passou por várias cores do arco-íris no dia seguinte, foi mau, muito mau, mas foi sobretudo doloroso e vergonhoso....

Depois deste desastre apotéótico, depois das dores sofridas e passadas pergunto-me eu: porque raio fui eu apanhar os travesseiros se ia dormir e nem sequer ia olhar para eles?? Não sei mas não fui a única a pensar isso, a quem contei este episódio toda a gente me perguntou o mesmo.

Perfeccionismo hurts e o resto é conversa!

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 (Imagem retirada na perfeição daqui)

 

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