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Crónicas de uma menina da mamã

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" Antoine de Saint-Exupéry

Whishlist #1

Eu gosto, adoro, amo malas de todas as formas e feitios, tenho tantas que já não seu onde hei-de arrumá-las, mas como a paixão é tão grande consigo sempre arranjar um lugarzinho extra para mais uma, duas ou três, para uma mulher as malas nunca estão ou são demais!!

Neste momento a minha Wishlist de malas é a que vou apresentar abaixo, algumas são mais acessíveis do que outras, mas nada como um bom mealheiro para me ajudar neste meu "vício"!

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Gosto e não gosto, sei lá!

Gosto de pessoas que me fazem rir nos momentos mais inapropriados.… Chorar de tanto rir em todo e qualquer momento. Gosto daquele tipo de pessoas que soltam e fazem soltar uma gargalhada alta, do nada, e que contagia todos em seu redor. Gosto, deste modo de quem leva a vida com humor.

Não gosto assim tanto de quem tenta ter piada, só para ter atenção alheia, ou de quem conta piadas à custa e conta dos outros, gosto de quem é natural, de quem tem senso, bom senso, daquele tipo de pessoas que podes ver a rir o tempo todo, mas quando está mal, está mal, e é nesses momentos que temos que saber amparar, saber falar sério, saber transmitir a nossa preocupação, nem que seja só pelo olhar ou uma atenção. 
 
Também gosto de pessoas que transpiram sinceridade, que conseguem ser verdadeiras sem serearrogantes. Quem dá valor a própria saliva e não a gasta com insignificâncias. mas quando gasta, sabe falar, sabe ser convicto, confiante, e não arrogante ou superior. 
 
Gosto de quem defende, de quem se defende, de quem entende valor de amizade, e que sabe o que é a amizade em primeiro lugar! É necessário ser amigo de si mesmo, para viver.
Gosto de quem se ama, de quem ama de uma maneira visível, de quem cuida, gosto mesmo muito de quem cuida, de de quem não se esquece das coisas boas, de quem agradece, de quem se lembra. de quem permanece sendo a mesma pessoa até o fim. 
Portanto gosto de quem é humano, de carne, de osso, de sentimento, de erro, de acerto, de capacidade, não de fingimento, não de quem passa a vida tentando ser algo que não é. 
 
Gosto de quem acrescenta, de quem tem conhecimento, de quem gosta de ensinar mas acima disso de quem gosta de aprender, e não tem vergonha nenhuma em dizer que não sabe. 
Gosto de quem lê., de quem dança, de quem faz loucuras saudáveis, de quem age e depois pensa, de quem pensa e depois age.... 
 
Gosto de quem tem opinião própria sem seguir terceiros, tendências ou modas, de quem sabe encaixar todas as pessoas da sua vida de maneira transparente, sem fingimentos ou subterfúgios.
 
Gosto de pouquíssimas pessoas, mas dessas poucas gosto muito. 
 
Já gostei de quem fingiu ser tudo isso, e não era, alguns estou ainda a aprender a desgostar… Deste modo não gosto da imagem que alguns já me tentaram passar, mas gosto muito de mim mesma para me dedicar a mentiras e falsidades. 

Gosto daqueles que chamo de amigos, mas amigos de verdade. que me fazem sentir confortável por ser eu mesma, sem me limitarem ou tentarem controlar-me e gosto de quem mantêm sempre o mesmo olhar sincero e singelo como um amigo tem de ser.
 
Não gosto de quem me chama de amiga para amanhã dizer que se equivocou, que cometeu um erro, quando o erro foi meu. Hoje em dia demoro muito para chamar alguém de amigo e demoro muito para ser amiga.

Gosto de quem é exigente porque eu sou exigente comigo mesma.

Gosto de pouquíssimas pessoas, mas gosto de gostar apenas delas!
 
Kikas

Eu e o Gabriel

 
Adoro ler, é daquelas coisas que mais prazer me dá na vida. Nada melhor do que estar num dia de Inverno em casa com uma mantinha em cima a beber um chá e ler o um bom livro. Nada melhor do estar na praia a ouvir o som do mar, a respirar a brisa maritíma e ler um bom livro. Nada melhor...
 
Eu tenho vários escritores que gosto muito mas sem qualquer dúvida o Gabriel Garcia Márquez ocupa o número um no meu Top Ten de escritores. Este Colombiano nascido em Gabo no ano de 1927 e criado pelos avós maternos em Barranquilla tem algo de mágico na sua escrita, algo que encanta, que nos prende da primeira à última página em qualquer dos seus livros.
 
O meu livro de eleição de Gabriel Garcia Márquez é sem qualquer questão, o "Cem anos de solidão", não por ter sido o seu livro mais lido, vendido e traduzido da sua carreira de escritor, mas porque é uma história que cativa da primeira à última página. Conheço quem não goste do livro alegando que é "muito confuso" e "volta para trás e para a frente muitas vezes", mas cada qual com a sua opinião, respeito a dos outros como quero acreditar que os outros também respeitam este meu gosto em particular.
 
Hoje quero deixar, para quem não conheça, um pequeno resumo desta obra prima tão especial para mim:
 
Cem anos de solidão retrata a saga da família Buendia,em cem anos, na cidade fantástica de Macondo durante sete gerações numa aldeia fictícia cujo fundador era José Arcadio Buendia. Tudo começa quando as coisas não tinham nome, indo até a chegada do telefone. Utilizando recursos como o realismo mágico, o autor trabalha temas complexos, tais quais, revoluções, incesto, corrupção e até loucura.

A história vai contando, ao longo de várias gerações, o que acontece com a família Buendia, que parece sempre estar em luta contra a realidade, a qual não lhes é muito propícia e lhes deixa à beira da destruição. A primeira geração desta família é formada por José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán, que tiveram três filhos: José Arcadio, Aureliano, Amaranta e Rebeca, a filha adotiva do casal, que fora trazida da antiga aldeia em que moravam, órfã de pai e mãe. A partir desta família a história se desenvolve, unindo às suas histórias de vida, as histórias das gerações seguintes.

Em seguida muitos e muitos Buendias vão nascendo, a ponto de fazer o leitor perder de vista a árvore genealógica da família. O livro conta desde a ascensão até a queda desta família, muito bem representada pela trajetória de seu fundador, que antes era carismático e vivaz, e acaba por se transformar num louco.

As pessoas nascem e morrem, vão embora e voltam, ou permanecem na aldeia até seus últimos dias. O que possuem em comum é justamente a solidão, que sentem, mesmo vivendo em meio a muitos.

 
Cem anos de solidão foi considerada a segunda obra mais importante de toda a literatura hispânica, ficando apenas atrás de Dom Quixote de la Mancha de Miguel de Cervantes.
 
Eu adoro, já li e reli mais do que uma vez (leitura espaçada de longos em longos periodos) e sempre que o faço parece que é a primeira vez que o estou a ler, agarrando-me página atrás de página.
 
 

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Sendo eu uma adepta acérrima de Gabriel Gracia Márquez, aconselho igualmente o livro "Crónica de uma morte anunciada" , "O Amor nos tempos de cólera" e "Do Amor e outros demónios".
 
Fica a dica para quem tem interesse na leitura.
 
Eu e o Gabriel.....
 
Kikas
 
 
 

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