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Crónicas de uma menina da mamã

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" Antoine de Saint-Exupéry

Je suis Charlie, com conta, peso e medida

O Semanário satírico francês Charlie Hebdo publicou hoje uma caricatura do pequeno Aylan Kurdi, encontrado morto à beira do mar após o naufrágio do barco aonde seguia com os pais e irmão, com a seguinte legenda: “O que teria sido o pequeno Aylan Kurdi se tivesse crescido? Um apalpador de rabos na Alemanha” (Uma pequena e ligeira referência aos acontecimentos da noite de fim do ano em Colónia, aonde a maioria dos suspeitos tinha pedido asilo político ou são imigrantes ilegais).

Liberdade de expressão sim, sátiras ok, humor estou de acordo, mas caricaturar uma criança morta, não... Não de todo!

Como em tudo há que saber parar, há que saber os limites e acima de tudo há que haver respeito... Não digo o que disseram à um ano atrás quando a redacção do Charlie Hebdo foi devastada pelo ataque de um grupo terrorista, "Eles estavam a pedi-las", não, ninguém merece morrer por expor de forma humorista, satírica, ou mesmo por escrito, uma ideia política ou uma crença religiosa, mas neste caso trata-se de uma criança morta caramba! Na minha opinião que tem que haver limites e noção do que deve ou não ser alvo de sátira e "humor".

Garantidamente que nem todas as crianças Sirías se irão "transformar" em Extremistas Islâmicos, e acima de tudo vamos respeitar a memória de uma criança que faleceu em circunstâncias tão cruéis e dramáticas.

 

Je suis Charlie, com conta, peso e medida!!

 

Kikas