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Crónicas de uma menina da mamã

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" Antoine de Saint-Exupéry

Distância

Já tentei por diversas vezes entender porque existe a distância. Talvez um obstáculo a mais para nos dar a certeza de que o sentimento verdadeiro supera qualquer barreira.

Mas esquecemos que distância, lembra saudades! E saudades só se curam com a presença, com o toque, com o abraço, com o olhar, com o contacto…

E quando não podemos curar essa saudade quando que ela mais aperta? E quando a distância está no coração? O que podemos fazer? Aprender a conviver com a saudade? Acho que seria como aprender a 'conviver' com o inimigo.. porque quando algo que te consome e te faz sofrer, algo que muitas vezes não tem solução, não é saudável.

A distância enquanto distância entre cidades, de vilas, de aldeias, de países, torna-se superável, é boa, tem um toque diferente, porque na hora do encontro é tudo mais intenso, mais forte.

E quando a distância e a saudade é do coração? Quando podemos ver aquela pessoa todos os dias e mesmo assim não podemos matar a saudade? Acho que essa é a distância e a saudade que mais dói.

A saudade de tempos que não são mais iguais, de coisas que não vão ser como eram antes, de pessoas que não vão mais voltar seja lá por qual motivo. E perguntamos constantemente: O que fazemos? Como agimos? Como conseguimos vencer a saudade? Será que realmente dá para fazer isso? Controlar a vontade gigantesca de ter um abraço, um toque de mãos, um olhar sincero…

Saudade é algo sem explicação. É uma palavra usada para definirmos a necessidade  de ver, de sentir, de ter o próximo.

Para explicar porque o coração aperta, o humor muda, várias coisas perdem a graça se não estamos perto de quem queremos.

É das maiores emoções, das que mais incomoda todas as pessoas, no mundo inteiro.

 

A distância mesmo sendo algo sem explicação, sabe como magoar.....

 

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 Kikas

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