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Crónicas de uma menina da mamã

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" Antoine de Saint-Exupéry

E é mais ou menos isto

“De hoje me diante será desta forma. Sob as minhas leis e as minhas regras fica decretado que de mim receberão exatamente o que me derem. Na mesma ordem e proporção, com o exato tamanho e ênfase. Aqueles que me presenteiam com amor serão cobertos pelos meus melhores sentimentos. Quem me dedicar o seu tempo e a sua atenção, pode estar certo de que ganhará de volta a minha dedicação e disposição. A palavra de ordem agora é: reciprocidade.

Tu já reparaste como anda este mundo? A amabilidade perdeu o sentido, tornou-se aparentemente desnecessária e inusual. As gentilezas tornaram-se piegas, os favores são nada mais que obrigação de alguém que deve atender prontamente os interesses alheios. A cordialidade desapareceu na agitada e insana rotina da cidade. A gratidão é mecânica, apressada e esquecida assim que se vira a esquina. As pessoas querem para si sem dar nada em troca.

Não, eu não quero isso para mim. Eu quero uma vida inteira com os meus semelhantes, pessoas que me acrescentem e não que me roubem. Não faço questão de muito. A quantidade não me preenche. A qualidade basta-me. É isso. Eu quero pessoas que acrescentem à minha vida com as suas modestas atitudes sinceras, com a simplicidade dos gestos legítimos, a confiança da mão estendida e do olhar afável. Eu procuro quem tenha tempo para me ouvir e também para me aconselhar. Alguém que se preocupe realmente comigo e com os meus, que esteja ao meu lado nas vitórias e nas derrotas, e quando nada puder fazer para me tirar do abismo, que se sente ao meu lado, me abrace e me faça companhia.

Talvez a simplicidade do que eu procuro e admiro seja complexa demais aos olhos da superficialidade. Enquanto para mim esse é o maior tesouro, para os outros não faz o menor sentido. O mundo está cheio de pessoas que querem para si sem dar nada em troca, impondo que as suas vontades afectivas sejam feitas pelos outros e sem terem o mínimo esforço de lhes retribuir o carinho recebido.

Não, não me façam perder o meu tempo, que já é pouco, com pessoas que só querem sugar o que eu tenho de luminoso e bonito, extorquindo sorrateiramente da minha alma tudo o que sou e que me pertence. Não roubes nada de mim, por favor. Pede-me. Sê honesto comigo e eu dar-te-ei o meu mundo. Não me enganes. Não me ludibries. Não me faças de tonto. Se queres um bocado do meu amor, oferece-me um pedaço do teu. Ou nós trocamos, ou nada feito.

Pronto. Assim seremos verdadeiros e confiantes uns com os outros. Coloquemos sobre a mesa o que podemos dar, o que procuramos para nos complementar, e que a reciprocidade seja a ordem – ou desordem – da vida.

Quem aceita o pouco passivamente acaba por se acostumar à mediocridade, habitua-se a receber menos ou absolutamente nada em troca. E as relações são feitas disso, de intercâmbio, de uma via de sentido duplo entre acções e reacções, entregas e recompensas. Aquele que não queira dar nada ao outro, que se recolha à sua suposta auto-suficiência e não exija do outro o que não lhe quer dar.

Atenção àqueles que nos procuram apenas quando lhes somos úteis. De hoje em diante permanece o amor, a amizade e a dedicação como moeda de troca. Aqui, na minha vida, só entra quem for convidado."

Karen Curi

Shopping list - girly stuff #1

Apesar das aparentes futuras (presentes) adversidades em relação ao tempo que por aí circulam, inclusive no IPMA, decidi não me ir abaixo novamente por causa de São Pedro, pelo que decidi contrariar o dito cujo, já diz o velho ditado "Se não os podes vencer junta-te a eles", e meu caro eu vou-me juntar a ti! Vou arrumar de vez a roupa de Inverno (alguma) e vou às compras meu caro! Já fiz a lista para que possas ver que desta feita não me vou deixar levar pela tua bipolaridade!

LISTA:

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 2º

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 6º (Estas já estão na minha posse desde a semana transacta, mas não me podia esquecer delas)

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Algumas peças até podem parecer um pouco frescas demais para o tempo que vai regressar, mas nada que um casaquito não ajude. Ainda só não comprei (nem vou comprar) sandálias devido a uma situação desagrável que tive o ano passado, e se me acontecer o mesmo, ao comprá-las com tanta antecedência não as posso devolver.

Beijinhos fofinhos!