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Crónicas de uma menina da mamã

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" Antoine de Saint-Exupéry

Desisto....

Cansei-me de escrever para ti, sobre ticomo se fosse uma tentativa falível para mudar a nossa situação mal-resolvida, cansei-me. Eu já devia ter percebido à muito tempo que não somo compatíveis, nunca fomos, nunca seremos. Agora, eu tenho a certeza de que nós nunca vamos realizar os sonhos e desejos que tínhamos, nunca vamos concretizar as nossas promessas, sabes porquê? Porque nunca fomos o suficiente. Eu nunca fui suficiente para ti e nem tu para mim. Então, digo e repito com convicção: desisto, desisto.

Dói-me dizer e escrever estas palavras, mas é preciso, é necessário, é essencial.. E desta vez é a sério, a sério mesmo, não vamos fingir ser o que realmente não somos, nem nunca fomos. E nem com todos os remendos malfeitos, voltas e reviravoltas que demos para tentarmos resultar bastaram... Não quero que aches que a culpa é toda tua, eu errei, tu erraste, nós errámos, nós somos um verbo mal conjugado. Errámos quando acreditámos em nós....Espero que entendas que não te estou a abandonar, apenas não te quero prender nem estar presa a ti, quero que sejamos livre, sejamos feliz, ainda que isso dependa da minha distância, da tua distância.... Eu não consigo entender porque raios nos tornámos assim, errámos no começo, no meio e no fim, e o pior é que sempre acreditámos que estávamos certos. 

Mas que porra foi essa que nos tornámos? Porque não poderíamos pelo menos uma vez, dar certo? Porque é que tem que ser assim? Porque é que tivemos de ter esse nosso 'meio-fim'? Porque tínhamos de ter esse desfecho triste? Deixastes-me assim, sem foco e isso eu nunca te vou perdoar. Odeio-me por ainda te escrever na tentativa de por um ponto final nesta nossa confusão inconcordável e incontornável. Fazes-me odiar-me por ainda ir tirar conclusões contigo quando na realidade não consigo sequer olhar-te nos olhos, não sei mais como olhar para o teu sorriso, porque lembro-me que um dia no passado eu fui o motivo dele. 
 
Não desconto minha raiva incontrolável em ti, desconto nas palavras. Queres saber porquê? Tu nunca me deste o valor que te dei a ti. E quando sofreres novamente, não vou estar lá, não novamente. Digo com toda a certeza: desisto! 
Quero mesmo é esquecer a tua existência, a tua morada, da tua roupa preferida, a tua comida preferida, a nossa música, o filme que me lembra o que éramos,  tudo o que me lembra nós. Quero conhecer gente nova, amar gente nova, sair com gente nova, até que meu coração esteja todo preenchido de vazio e não reste nenhum espaço para ti. Para que quando me falarem do teu nome, não me venha o teu rosto à minha mente, mas eu vou-me lembrar de ti, tenho a certeza.... A única coisa que espero, é que fiques engasgado com teu orgulho doentio e que ainda sintas minha falta. E que sofras o insuportável por não me teres nem sequer 1% tal como eu sofri por ti. E que lamentes todos os dias quando te deitares e acordares por não veres nenhuma mensagem minha. 
 
Desculpa-me, mesmo sem te dever pedir desculpas. Eu não considero que esteja a fazer algo de especial, apenas estou a fazer o que é certo, correcto e sensato para mim. 
Ir embora, Deixando-te com todas as explicações e justificações possíveis para ir. O meu amor, por ti, continua, mas vai morrendo aos poucos e não há volta a dar. 
 
Sem querer ir directa ao assunto, mas indo: Eu te amo, só não te quero mais. Desisto.....
 
 
Kikas