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Crónicas de uma menina da mamã

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" Antoine de Saint-Exupéry

Eu e o Gabriel

 
Adoro ler, é daquelas coisas que mais prazer me dá na vida. Nada melhor do que estar num dia de Inverno em casa com uma mantinha em cima a beber um chá e ler o um bom livro. Nada melhor do estar na praia a ouvir o som do mar, a respirar a brisa maritíma e ler um bom livro. Nada melhor...
 
Eu tenho vários escritores que gosto muito mas sem qualquer dúvida o Gabriel Garcia Márquez ocupa o número um no meu Top Ten de escritores. Este Colombiano nascido em Gabo no ano de 1927 e criado pelos avós maternos em Barranquilla tem algo de mágico na sua escrita, algo que encanta, que nos prende da primeira à última página em qualquer dos seus livros.
 
O meu livro de eleição de Gabriel Garcia Márquez é sem qualquer questão, o "Cem anos de solidão", não por ter sido o seu livro mais lido, vendido e traduzido da sua carreira de escritor, mas porque é uma história que cativa da primeira à última página. Conheço quem não goste do livro alegando que é "muito confuso" e "volta para trás e para a frente muitas vezes", mas cada qual com a sua opinião, respeito a dos outros como quero acreditar que os outros também respeitam este meu gosto em particular.
 
Hoje quero deixar, para quem não conheça, um pequeno resumo desta obra prima tão especial para mim:
 
Cem anos de solidão retrata a saga da família Buendia,em cem anos, na cidade fantástica de Macondo durante sete gerações numa aldeia fictícia cujo fundador era José Arcadio Buendia. Tudo começa quando as coisas não tinham nome, indo até a chegada do telefone. Utilizando recursos como o realismo mágico, o autor trabalha temas complexos, tais quais, revoluções, incesto, corrupção e até loucura.

A história vai contando, ao longo de várias gerações, o que acontece com a família Buendia, que parece sempre estar em luta contra a realidade, a qual não lhes é muito propícia e lhes deixa à beira da destruição. A primeira geração desta família é formada por José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán, que tiveram três filhos: José Arcadio, Aureliano, Amaranta e Rebeca, a filha adotiva do casal, que fora trazida da antiga aldeia em que moravam, órfã de pai e mãe. A partir desta família a história se desenvolve, unindo às suas histórias de vida, as histórias das gerações seguintes.

Em seguida muitos e muitos Buendias vão nascendo, a ponto de fazer o leitor perder de vista a árvore genealógica da família. O livro conta desde a ascensão até a queda desta família, muito bem representada pela trajetória de seu fundador, que antes era carismático e vivaz, e acaba por se transformar num louco.

As pessoas nascem e morrem, vão embora e voltam, ou permanecem na aldeia até seus últimos dias. O que possuem em comum é justamente a solidão, que sentem, mesmo vivendo em meio a muitos.

 
Cem anos de solidão foi considerada a segunda obra mais importante de toda a literatura hispânica, ficando apenas atrás de Dom Quixote de la Mancha de Miguel de Cervantes.
 
Eu adoro, já li e reli mais do que uma vez (leitura espaçada de longos em longos periodos) e sempre que o faço parece que é a primeira vez que o estou a ler, agarrando-me página atrás de página.
 
 

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Sendo eu uma adepta acérrima de Gabriel Gracia Márquez, aconselho igualmente o livro "Crónica de uma morte anunciada" , "O Amor nos tempos de cólera" e "Do Amor e outros demónios".
 
Fica a dica para quem tem interesse na leitura.
 
Eu e o Gabriel.....
 
Kikas
 
 
 

Um dia vais encontrar....

Um dia vais encontrar alguém que cabe em todo o teu ser, que vai entrar no teu coração sem te pedir, que te vai fazer sorrir apenas com um sorriso, que vai te elogiar não por obrigação ou dever mas porque gosta de ti como és.

Um dia vais encontrar alguém que te vai arrancar suspiros a cada murmuro no teu pé ouvido, alguém pra compartilhar alegrias e vitórias mas também para te chamar para a realidade quando for preciso e te vai dar força para seguires em frente quando te deparas com algum obstáculo da vida.

Um dia  vais encontrar alguém que não te vai compreender na tua plenitude e que por isso mesmo vai se esforçar ao máximo para se entranhar nos teus mistérios, nos teus pensamentos mais intímos e profundos.

Um dia vais encontrar alguém que oiça as mesmas músicas que tu, que entenda a tua dança e que cantem e dancem juntos aquelas músicas mais tolas que conheces.

Um dia vais encontrar alguém te queira por inteiro, porque o amor não vive de metades: "Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre." É esse alguém que te vai provar tudo que tens ouvido falar sobre o assunto mas que nunca o viveste na sua essência.

Um dia vais encontrar alguém que vai te mostrar que um abraço vale mais que mil palavras, um olhar vale mais do que mil sorrisos e que a saudade tem nome, cheiro e tato.

Mas tem calma. Não corras atrás de alguém que sabe muito bem onde te encontrar. É melhor estares sozinha a aproveitar o teu momento que escolher dividi-lo com a pessoa errada,  Ainda há tempo, sempre há.

Às vezes, o melhor da vida acontece entre coincidências e incoincidências, e encontros e desencontros improvisados.

 

O amor é música, é só preciso saber cantar e dançar mas sobretudo ter paciência para aguardar pela música certa! 

 

Kikas

Fear of missing out - Facebook style

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Hoje em dia toda a gente que é gente tem Facebook e quem não tem é considerado um ser estranho, bizarro um pouco anti-social até, chega-se a especular o porquê de alguém não querer ser um membro desta rede social tão icónica em Portugal, com muitos mais adeptos do que o Instagram ou o Twitter (subvalorizado em Portugal, mas também pouco práctico para quem não ama seguir estrelas televisas ou radiofónicas).

Eu tenho Facebook admito, sou uma das adeptas, mas ao mesmo tempo faz-me espécie o objectivo de algumas pessoas ao utilizá-lo e questiono-me se o utilizam da maneira mais correcta ou se será que sou eu que sou muito picuínhas com a minha conta, se calhar eu é que não faço o uso correcto, porquanto, não posso de todo criticar o que vejo uma vez que quando vejo e não ajo, torno-me cúmplice de tal acto (muito dramático??).

Faz-me confusão a lavagem de roupa suja excessiva que observo em algum dos meus amigos/conhecidos, a publicação perigosa de fotos de crianças, a excessiva lamechice de alguns posts, as infindáveis fotos de festas glamourosas às quais se deslocaram com o objectivo de mostrarem que são mega sociais, o enviarem pedidos de amizade a pessoas que nunca conheceram na vida com o objectivo de terem uma lista de "amigos" infindável e muitooo maior do que a dos outros "amigos", cheguei a ver um Facebook de uma pré-adolescente de 13 anos com uma lista de amigos de cerca de 5.000 e tal amigos.... WTF!!! Eu tenho quase o dobro da idade desta gente pequena e acho que não conheci 5.000 e tal pessoas em toda a minha vida!!! PFF!!! Contudo tenho que dizer que já tive os meus highlights de posts dramáticos/românticos/lamechas/pseudo-sabedoria, já passaram mas não garanto que regressem.

Admito que não sou pessoa de enviar convites de amizade a "papo seco", envio de quando em vez quando conheço alguém e já enviei a vários ex-colegas de colégio e Faculdade, contudo já aceitei convites de pessoas que apenas conheço de vista e que falo cordialmente quando me cruzo com elas, já eliminei alguns "amigos", da mesma maneira que também já fui eliminada. Também já dei por mim a verificar quem me eliminou e com algum ressabiamento bloqueá-los para que não possam aceder mais à minha página (Ressabiada? Talvez). 

A minha questão é: Será que somos mais gente do que a gente que não tem Facebook?

Começo a acreditar que não..... Somos apenas viciados em algo que não tem qualquer quimíco mas que nos faz sentir umas Rainhas-mães da nossa colmeia virtual. Quem de nós não desejava abrir a nossa página qual vedeta de Hollywood e termos 20 pedidos de amizade, 50 mensagens e 100 notificações? Provalvelmente nem todos....

Quem de nós tem Facebook Mobile e não consegue passar mais do que quatro horas sem dar uma espreitadela ao que se passa para lá que atire a primeira pedra! Nós malta do Facebook temos que admitir que somos todos um bocado FOMO ("Fear of missing out", "a desire to stay continually connected with what others are doing"), diz a Wikpédia, e eu concordo, porque até posso não ser a pessoa mais viciada, apesar de admitir que sou um bocado, e não consigo passar mais de oito horas sem dar um sneak peek ao que se passa no mundo virtual, num mundo que cada vez mais se torna o nosso mundo real!

Deste modo concluo que quem não tem Facebook é, provavelmente, mais mentalmente são do o resto de nós!

E por mim falo.....

 

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 Kikas

 

Bem-vindo 2016

Bem-vindo 2016!!!

 

Eu sei que já estou cerca de três dias atrasada a desejar as boas vindas ao ano que entrou mas mais vale tarde do que nunca.

Neste ano de 2016 não vou revelar quais são os desejos que pedi com as doze passas, não é que seja um pessoa supersticiosa e que acredite em invejas (nem nada que se assemelhe) mas a realidade é que acredito que não sou uma pessoa extremamente abençoada pela sorte, ainda que não me possa queixar da falta dela, já que ao longo destes anos não me aconteceu nada de extraordinário, mas também não me aconteceu nada de mau. O certo é que os poucos desejos que tenho pedido nos outros anos que "divulguei" não se concretizaram, logo a experiência faz com que me tenha tornado uma pessoa mais contida, por medida de precaução.

Entrei em 2016 muito bem e rodeada por aqueles de quem mais gosto e que mais gostam de mim, correu tudo muito bem até às 05h00m da manhã de dia 01 de Janeiro de 2016.... Depois só acordei dia 02.... Na noite de passagem de 2015 para 2016 ganhei alguns "amigos" novos mas também perdi 5.00€ e só quem me conhece mesmo bem sabe o quanto eu odeio perder dinheiro, seja em jogo, apostas ou até por acaso. Sim são só 5.00€, mas entrar o ano a perder para mim não é bom augúrio. Também perdi o dia 01 de Janeiro.... Até agora não perdi mais nada, tal como uma amiga minha diz "Oh amiga podemos não ter ganho nada mas também não perdemos a dignidade", e é isso mesmo que eu quero pensar nos primeiros dias de 2016, posso ter perdido alguma coisa, mas a dignidade é que não, a dignidade acima de tudo!

Tenho um felling cá dentro de mim que 2016 será o MEU ano, um ano de mudanças, um ano de coisas novas, um ano diferente de todos os outros. "A esperança é sempre a última a morrer" já diz o velho ditado popular, mas eu tenho sérias crenças que o meu felling está correcto, agora é só esperar para ver. 

 

2016 me aguarde 

 

Kikas

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